Numa noite chuvosa no Maracanã, o Fluminense voltou a vencer o Vasco: 1 a 0, gol de Lucho Acosta e fim de uma sequência de sete clássicos sem triunfo. A vitória trouxe alívio à torcida e uma injeção de moral antes do compromisso mais importante da temporada na terça-feira, pela Libertadores.
O início, porém, foi preocupante. O time tricolor arrancou nervoso e foi dominado pelo Vasco em boa parte do primeiro tempo. A escalação inicial de Marcão mostrou déficit de poder físico e a equipe sofreu com as investidas pelos flancos, especialmente nas ações envolvendo Paulo Henrique e Andrés Gómez.
As alterações táticas mudaram o cenário. Canobbio passou a dobrar com Renê, dando mais segurança à lateral, enquanto Soteldo auxiliou na recomposição ao lado de Guga. Ganso, antes sobrecarregado nos duelos, recuou com mais frequência e ajudou na saída de bola, permitindo ao Fluminense encaixar saídas e equilibrar a partida.
O gol saiu do banco: Lucho Acosta aproveitou jogada construída desde a defesa, com participação de Guga, Hulk e Soteldo, apareceu na área, venceu a disputa com Piton e superou o goleiro para decidir. O argentino agora soma gols contra os principais rivais do estado e surge como opção importante no elenco tricolor.
Depois do gol, coube ao Fluminense saber sofrer. Martinelli teve papel defensivo destacado, e Serna com Canobbio frearam as investidas vascaínas na reta final. Houve chance de ampliar e reclamação de pênalti em lance com Serna, não assinalado. O resultado corrige um desgaste recente em clássicos, mas o início combalido expõe que ajustes físicos e táticos ainda são urgentes antes da decisão continental.