O Fluminense saiu vencedor por 2 a 1 sobre o Bolívar, mas a festa ficou mais amarga do que tranquila. A equipe levou vantagem no placar, mas apresentou falhas individuais que passaram a sensação de fragilidade: o adversário pouco finalizou, mas soube explorar desatenções que resultaram no gol boliviano. O goleiro tricolor pouco trabalhou, fez defesa em cobrança de falta no segundo tempo e não teve culpa direta no tento sofrido.
No ataque, Savarino começou bem e foi importante no primeiro tempo, mas perdeu uma chance clara logo aos 9 minutos da segunda etapa e caiu de rendimento antes de ser substituído por cansaço. John Kennedy teve participação em jogadas ofensivas e marcou, mas um lance terminou anulado por impedimento. Canobbio e outros protagonistas alternaram esforço com decisões equivocadas, sem conseguir transformar volume em produtividade constante.
Hércules foi apontado como o pior em campo: teve momentos de sumiço e erros recorrentes que pesaram na construção e na defesa. A linha defensiva também deixou a desejar: houve falta de cobertura em uma infiltração que terminou no gol do Bolívar e uma perda de posição que gerou perigo nos minutos finais. Freytes cometeu falha em lance importante e precisou de cobertura de companheiros.
No banco, Zubeldía cumpriu suspensão e Maxi Cuberas comandou a equipe, mas a manutenção da escalação e a demora em mexer — especialmente não substituindo Savarino e Hércules no momento que parecia adequado — foram pontos criticáveis. Apesar dos dois gols, a nota da partida é de alerta: o resultado mantém o time vivo na competição, mas expõe problemas táticos e de execução que precisam ser corrigidos com urgência para não complicar a campanha na fase de grupos.