O Fluminense perdeu por 2 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio, e desperdiçou a chance de assumir a vice-liderança do Brasileirão. Luis Zubeldía explicou a escolha por uma linha com três zagueiros — Jemmes, Millán e Freytes — como resposta a limitações físicas e ao acúmulo de partidas de atletas como Hércules e Savarino, e disse que a formação foi o que restou diante do contexto da equipe.

O treinador admitiu que um erro no primeiro tempo abriu espaço ao adversário e que a equipe, apesar de controlar boa parte do jogo, careceu de profundidade e contundência na finalização. O Internacional aproveitou as oportunidades que teve, enquanto o Tricolor deixou de converter as chances criadas — um sinal técnico e de efetividade que Zubeldía sinalizou como central para o momento atual.

Além da leitura tática, o técnico enfatizou a pressão do calendário: o clube terá jogo pelo Brasileirão no sábado, contra o Vitória no Maracanã, e volta à Libertadores na quarta-feira contra o Independiente Rivadavia, na Argentina. A sequência aumenta a importância de ajustes imediatos; Zubeldía projetou o uso de Nonato por cerca de 25–30 minutos na partida em Porto Alegre, comentou a suspensão de Bernal e a lesão de Martinelli, e confirmou que Luciano vem evoluindo nos treinamentos.

O recado é claro: a derrota expõe um período de vulnerabilidade que combina escolhas táticas, desgaste físico e baixa taxa de conversão. A consequência prática é dupla — perda de fôlego no Brasileirão e necessidade de resposta rápida na Copa para manter objetivos intactos. Resta ao técnico e à comissão técnica transformar diagnóstico em correções concretas, dosando o elenco sem sacrificar a competitividade nas próximas semanas.