Jakson Follmann voltou à memória daquele único jogo pela Chapecoense durante participação no podcast Põe na Conta. Titular em 25 de agosto de 2016, na Arena Pantanal, contra o Cuiabá, o ex-goleiro viu a equipe perder por 1 a 0 com gol de falta de Dakson. Ele tinha 24 anos, foi escalado em uma formação mista por Caio Júnior e guarda do episódio a lembrança do calor e da expectativa — e reconhece que aquela foi a última partida de sua carreira profissional.
Apesar da derrota na estreia da Copa Sul-Americana, Follmann destaca que o time foi se fortalecendo. A Chapecoense venceu o jogo de volta por 3 a 1 na Arena Condá e avançou às oitavas; segundo o ex-goleiro, a confiança cresceu à medida que o grupo mostrou entrosamento, sobretudo na defesa, e peças como Cléber Santana, Kempes e Bruno Rangel passaram a fazer a diferença.
Nos mata-matas, o elenco confirmou a coesão que Follmann lembra com nitidez. A classificação sobre o Independiente, nos pênaltis após dois empates sem gols, e a atuação decisiva do goleiro Danilo — destaque ao defender cobranças e salvar a equipe em momentos-chave — foram apontadas por ele como pontos de virada que consolidaram a crença interna de que o time podia chegar longe.
O ex-goleiro também trouxe um tom pessoal à recordação: falou das amizades com atletas do Cuiabá, como Paulinho Moccelin e Diogo Borges, e resgatou seu percurso antes de chegar a Chapecó, passando por Grêmio, Juventude, Linense e URT. Follmann encerrou o relato valorizando a memória daquele ciclo e a união do grupo que prosseguiu na competição — dias depois a delegação seguiria para Medellín para a partida de ida da final.