O capítulo final da França na Copa do Mundo de 2026 ainda não foi escrito: resta a semifinal contra a Espanha, na terça (14), e um oitavo jogo que será final ou disputa pelo terceiro lugar. Mesmo assim, a equipe de Didier Deschamps ampliou o status de favorita com uma campanha que igualou e já corre atrás de novos recordes.

A atual geração francesa tornou‑se a quinta na história a alcançar três semifinais consecutivas. Antes dela, a Alemanha repetiu a marca em diferentes ciclos e o Brasil alcançou três semifinais entre 1994 e 2002. Todas essas sequências levaram ao menos a uma final e a pelo menos um título — e a França entra em campo com a ambição de transformar consistência em títulos.

Há continuidade no elenco, mas também novidade e juventude. Apenas três jogadores estiveram nas três campanhas: Lucas Hernández (titular em 2018, lesionado em 2022 e presente no grupo sem atuar em 2026), Ousmane Dembélé (presente em 2018, titular em 2022 e peça-chave agora, com prêmios individuais e conquistas citadas pela imprensa) e Kylian Mbappé, a constante dentro de campo. Mbappé, do Real Madrid, soma 20 gols em Copas; Lionel Messi tem 21, e ambos aparecem no topo da artilharia de 2026 com oito gols cada. Entre as promessas, Michael Olise, de 24 anos, destaca‑se com cinco assistências nesta edição.

No banco, Deschamps já é o técnico com mais vitórias em Mundiais (19, segundo estatísticas oficiais) e, ao fim do torneio, com os dois jogos restantes, deverá se tornar o treinador com mais partidas disputadas em Copas (26), superando Helmut Schön. A França também olha adiante: dos 26 convocados, 21 têm menos de 30 anos, o que indica possibilidade de manutenção do núcleo até 2030. A semifinal contra a Espanha será o termômetro final sobre até onde essa combinação de juventude, estrelas e experiência técnica pode levar a seleção.