Didier Deschamps voltou a reforçar o discurso de cautela que vem mantendo desde o início do torneio: a Espanha chega como favorita para a semifinal contra a França. O confronto acontece nesta terça-feira, às 16h (horário de Brasília), em Dallas, e vale a vaga na final da Copa do Mundo — um duelo em que o treinador francês prioriza gestão de elenco e pragmatismo tático.

Na coletiva, Deschamps evitou minimizar a força do rival: disse não querer adicionar pressão sobre o técnico Luis de la Fuente, mas reconheceu que a Espanha criou expectativa por sua consistência defensiva — um time que sofreu apenas um gol nas últimas seis ou sete partidas. A avaliação embasa a postura francesa de respeito e planejamento para neutralizar tanto as saídas como as ameaças individuais do adversário.

A outra incógnita é o estado físico de Tchouaméni. O volante ficou fora das duas partidas anteriores por uma lesão muscular e, embora o treinador confirme que ele está disponível, recusou-se a afirmar que o jogador está 100% recuperado: seu último jogo oficial foi há duas semanas. A decisão sobre a utilização tende a ser tomada com foco em risco-benefício, preservando o atleta e a dinâmica do meio-campo.

No campo tático, Deschamps e Luis de la Fuente sabem defender, mas também são responsáveis por seleções com alto potencial ofensivo — o que promete um confronto intenso. A manutenção do mistério sobre a escalação é, ao mesmo tempo, sinal de prudência e de preocupação: se Tchouaméni não render o esperado, a França precisa alternar soluções no meio para não entregar espaço às transições espanholas. Em jogo de semifinal, essa dúvida tem peso direto na capacidade de controlar o ritmo e, por consequência, no resultado.