A França transformou a reedição da semifinal do Catar numa classificação sem grandes sobressaltos: 2 a 0 sobre Marrocos e vaga nas semifinais da Copa do Mundo. O desempenho foi pautado por controle territorial, variação de ritmos e um repertório ofensivo capaz de furar linhas baixas com frequência.

As estatísticas explicam a hegemonia: ampla superioridade nas finalizações (21 a 5) e mais de 60 entradas da seleção francesa no último terço do campo. Mesmo com posse marginalmente menor no primeiro tempo, os franceses pressionaram mais e criaram as chances decisivas. Bono trabalhando intensamente evitou um placar ainda mais elástico.

O jogo teve momentos simbólicos: Mbappé desperdiçou o pênalti ainda no primeiro tempo, mas se recompôs na segunda etapa, aproveitando uma recuperação de bola para vencer o duelo individual e abrir o placar. Seis minutos depois, Dembélé ampliou em outra ação de velocidade e definição precisa — a fatura, na prática, ficou liquidada.

Didier Deschamps teve conforto para administrar o desgaste e mexer no time pensando já na semifinal em Dallas, que pode cruzar com Bélgica ou Espanha. A terceira semi consecutiva reforça que a França não é só uma seleção talentosa: tem elenco, leitura tática e alternativas para manter a intensidade em torneios longos.

Resta agora a pergunta óbvia: faltam dois jogos para que esse domínio vire invencibilidade histórica. Para já, a equipe de Deschamps impõe-se como a grande favorita — e a partida contra os próximos adversários servirá para medir se o favoritismo é sólido ou apenas reflexo do momento.