França e Espanha fecharam a fase de amistosos antes da Copa do Mundo com resultados que colocam dúvidas sobre a preparação das duas favoritas. Em Nantes, os Bleus saíram na frente, mas foram virados pela Costa do Marfim e perderam por 2 a 1; aos 7 minutos do segundo tempo, Doué marcou o gol que iniciou a remontada marfinense. A Espanha, por sua vez, fez um teste diferente e ficou no empate de 1 a 1 com o Iraque.

O contexto dos dois resultados, porém, é distinto. A Fúria poupou a maior parte dos titulares e escalou jogadores que, em alguns casos, nem constam na lista final da seleção para a Copa. A opção de rodar a equipe reduz o peso do empate como termômetro técnico, mas acentua a preocupação com as ausências e a falta de ritmo conjunto num momento em que a coesão tática é testada.

Deschamps, ao contrário, decidiu começar a partida com força máxima — exceto por Saliba e Dembélé, preservados após a final da Champions League — e só mexeu com mais força a partir do intervalo. Mesmo assim, a derrota expõe falhas defensivas e queda de intensidade no segundo tempo que a comissão técnica terá de corrigir antes da estreia no torneio.

Nas redes e na imprensa especializada, as partidas alimentaram reações mistas: para a Espanha, o resultado é mais tolerável diante da estratégia de preservação; para a França, a virada em Nantes soa como um alerta de que ajustes são urgentes. Restam poucos dias para ajustar entrosamento e opções táticas, e as seleções precisarão transformar essas partidas de alerta em lições práticas.