Antes do duelo em Boston, jogadores de França e Noruega se uniram em um minuto de silêncio em memória das vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela. A FIFA havia anunciado a homenagem simbólica para as partidas desta sexta-feira; no mesmo horário, Iraque e Senegal, em Toronto, repetiram a homenagem.
Segundo o jornal L'Equipe, a Federação Francesa solicitou também a permissão para que a seleção usasse braçadeiras pretas em homenagem à mãe do técnico Didier Deschamps, que morreu esta semana. A FIFA recusou o pedido, e Deschamps retornou à França para o funeral; a causa do óbito não foi informada. No estádio, Mbappé entrou com a delegação francesa; Haaland chegou com a Noruega.
Os tremores — dois sismos seguidos que atingiram a região norte do país, incluindo Caracas — foram descritos pelas autoridades venezuelanas como os mais fortes em mais de um século, derrubando prédios e deixando um rastro de destruição. O governo informou, em balanço provisório, 920 mortos e 2.980 feridos; agências internacionais como a ONU e o USGS advertiram que o número real de vítimas pode ser maior. O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU estimou mais de 50 mil desaparecidos em áreas afetadas.
A imagem de jogadores respeitando as vítimas dá visibilidade internacional à tragédia, ao mesmo tempo em que a decisão da FIFA sobre a braçadeira reacende debate sobre flexibilidade de protocolos em ocasiões pessoais e coletivas. No campo, a homenagem foi discreta e respeitosa; fora dele, a falta de uniformidade nas reações institucionais segue sendo questionada.