A goleada sofrida em Cusco colocou Franclim Carvalho no momento de maior pressão desde que assumiu o comando do Botafogo. Apesar de ainda ter prazo até o jogo de domingo contra o Vitória, a saída direta da delegação do Peru para Salvador dificulta uma demissão imediata e empurra a decisão para a partida no Brasileirão.
No clube há indignação com a atuação, mas dirigentes também apontam fatores agravantes, como a altitude de 3.400 metros e a validação do segundo gol do Cienciano, que o Botafogo considera irregular. No elenco e na comitiva estavam dirigentes como Eduardo Iglesias, Léo Coelho, Brunno Noce e Durcesio Mello; o presidente associativo João Paulo Magalhães Lins encontrará a delegação em Salvador.
O boletim de Franclim no clube mostra 21 jogos: 10 vitórias, sete empates e quatro derrotas. A comissão técnica já testou 20 escalações diferentes neste período. O time é 10º no Brasileiro, foi eliminado na Copa do Brasil e ainda busca sobrevida na Sul-Americana, mas o desempenho em Cusco aumentou o tom da cobrança interna.
O confronto com o Vitória funcionará como termômetro para os próximos passos. A expectativa pela chegada do investidor Gabriel de Alba, da GDA, na próxima semana e o acordo vinculante que lhe garante margem de atuação mesmo sem a transferência imediata das ações tornam a semana decisiva: um mau resultado pode transformar pressão em decisão administrativa e política dentro da SAF.