A permanência de Franclim Carvalho no comando do Botafogo está em análise e a tendência no momento é pela demissão. A diretoria reúne prós e contras após a goleada por 6 a 1 para o Cienciano, no Peru, e a derrota por 1 a 0 para o Vitória, resultados que ampliaram a insatisfação com o desempenho da equipe.
Entre os argumentos contra a continuidade estão escolhas táticas contestadas internamente — a escalação para o jogo no Peru e a substituição de Huguinho por Júnior Santos ainda no primeiro tempo contra o Vitória foram citadas por dirigentes e integrantes do departamento de futebol. Fontes do clube também apontam mudança de comportamento do treinador, considerado ‘mais intransigente’ nas últimas semanas.
A favor de Franclim pesa o bom relacionamento com o elenco e o fato de ter sido opção do clube desde abril, quando substituiu Martín Anselmi em meio à crise política e financeira. Naquele momento houve alinhamento entre comissão e jogadores para blindar o time das turbulências externas, e o treinador recebeu aumento salarial após a entrada da GDA, o que elevou a multa rescisória.
A decisão final ficará com o diretor-geral da SAF, Eduardo Iglesias, e dependerá do aval de Gabriel de Alba, representante da investidora GDA, que chega ao Rio na terça-feira para avaliar o clube. O presidente do associativo João Paulo Magalhães Lins e o diretor de futebol Léo Coelho formam o núcleo decisório. Nos bastidores, Rodrigo Bellão, técnico do sub-20, é tratado como nome provável para dirigir a equipe de forma interina na partida de volta contra o Cienciano, quinta-feira, no Nilton Santos.