Neste sábado, quando enfrenta o Atlético‑MG pela 15ª rodada do Brasileirão, Franclim Carvalho completa um mês no comando do Botafogo. Em um período marcado por imbróglios extracampo, a chegada do treinador ajudou a amenizar a crise dentro de campo: em nove partidas o aproveitamento é de 66,7% (cinco vitórias, três empates e uma derrota) e o time já está classificado para o mata‑mata da Sul‑Americana.

As mudanças são palpáveis. Franclim reintegrou Neto e o tornou titular — o goleiro disputou sete jogos e sofreu oito gols — e implantou rodízio entre estrangeiros para obedecer ao limite de nove relacionados nas competições da CBF. Em contrapartida, jovens da base perderam espaço: o clube relacionou 30 atletas e utilizou 26, e Kadir foi o único oriundo da base a entrar com frequência, titular nas últimas três partidas.

No aspecto tático houve recuo do trio de zaga de Anselmi para a dupla, com Ferraresi firmando‑se como peça constante (seis partidas como titular e gol contra o Remo). Montoro ganhou oportunidades (seis jogos, quatro como titular), mas ainda não virou referência. No ataque, Medina foi titular em sete partidas e marcou contra o Internacional; Arthur Cabral participou de todas as nove partidas (seis como titular). Na Sul‑Americana o Botafogo é líder do Grupo E, com dez pontos, e segue invicto na competição (três vitórias e um empate).

O saldo é positivo, mas há limites: a recuperação não decorreu apenas do novo treinador — parte do alívio veio após a saída de Anselmi e com vitórias conseguidas ainda com Rodrigo Bellão como interino — e o próprio técnico admitiu ter um empate e uma derrota a mais do que desejava no período. O duelo com o Atlético‑MG funciona como prova de fogo: manter a evolução consolidará a ascensão na tabela; tropeçar evidenciará fragilidades de elenco e a necessidade de ajustes rápidos.