No dia 1º de setembro de 2026, o clássico teve roteiro de camisa e torcida. Diante do maior público do ano na Arena MRV, o Atlético-MG virou para 2 a 1 sobre o Cruzeiro e carimbou a vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Fred foi a figura central: deu a assistência que igualou a partida e, aos 43 minutos, decidiu de fora da área — atuação de liderança no primeiro jogo do camisa 7 no estádio.

O clube manteve mistério sobre a condição de Everson até o último minuto, e Eduardo Domínguez repetiu a formação do jogo de ida. O Galo dominou os minutos iniciais, criou chances e sofreu com a eficácia cruzeirense na transição: Vitão cometeu pênalti que permitiu a Kaio Jorge abrir o placar. A intensidade atleticana não faltou, mas a primeira etapa mostrou desequilíbrios na finalização e defensivamente ofereceu espaços ao rival.

No segundo tempo Domínguez colocou Reinier no lugar de Cassierra para dar mobilidade ao ataque. O clássico virou jogo de risco para ambos até a expulsão de Villalba, episódio que mudou a dinâmica: o Atlético passou a pressionar com superioridade numérica. Fred apareceu em todos os lances decisivos, acionou Victor Hugo no empate e, já na reta final, ganhou o jogo com um giro e chute clínico que selou a classificação.

A vaga consolida um momento positivo para o Galo e confirma a aposta de Domínguez na leitura tática da partida. Ainda assim, as falhas de finalização e a necessidade de controlar períodos de contra-ataque expõem pontos a ajustar antes da semifinal. Para o torcedor, a noite ficará marcada pela entrega e pelo protagonismo de um veterano que, quando chamado, resolveu o clássico.