A apresentação de Fred como novo reforço do Atlético-MG encerra uma negociação que, segundo o empresário Marcelo Pettinati, começou em 2023, quando ele passou a agenciar o meia. Desde então, a vontade do jogador de atuar pelo clube que torce esteve presente nas conversas e foi determinante para que o negócio se mantivesse como prioridade mesmo diante do interesse europeu.

Segundo Pettinati, o processo teve idas e vindas: contato com o Ajax ao longo dos últimos meses, momento de estabilidade no Fenerbahçe que dificultou saídas e a mudança na presidência do clube turco, que alterou o cenário. Parte da interlocução ocorreu com dirigentes do Atlético, como João Hygino e Paulo Bracks, e exigiu viagens do empresário à Turquia para destravar a liberação.

O Atlético pagou 2 milhões de euros pela liberação e acertou mais 500 mil euros por metas esportivas. A oferta contratual do Galo — três anos e meio, com opção de renovação — foi um fator decisivo para convencer o jogador, dando a ele uma segurança prolongada para o prosseguimento da carreira. Fred herda a camisa sete e a responsabilidade de ocupar o espaço deixado por Hulk.

Politicamente fora do campo, a contratação satisfaz o apelo da torcida e reforça uma estratégia de identificação, mas traz riscos: o custo não é desprezível e a comparação com um ídolo como Hulk será imediata. A estreia, que pode ocorrer contra o Internacional, será também o primeiro teste real para medir se a escolha do clube pela ligação afetiva e pela garantia contratual se traduz em rendimento dentro de campo.