Um amistoso de pré-temporada que parecia rotineiro virou cena inusitada na noite de quarta-feira em La Rosaleda. Fulham e Málaga empataram em 2 a 2, com os espanhóis arrancando o empate nos minutos finais, mas o encerramento da partida fugiu ao script: o time inglês deixou o campo antes de uma disputa de pênaltis que definiria o troféu.

Durante a confusão pós-jogo, o técnico do Fulham, Álvaro Arbeloa, discutiu com o árbitro e acabou expulso. Em seguida, jogadores e comissão técnica ingleses se retiraram do gramado, alegando discordância sobre a realização do desempate. Os atletas do Málaga permaneceram e concluíram a cerimônia: Eneko cobrou uma penalidade contra o gol vazio e converteu, selando a vitória local.

As versões oficiais divergiram. O Fulham afirmou nas redes sociais que, antes da partida, ficou acertado que não haveria disputa por pênaltis em caso de empate. O Málaga, por sua vez, disse em comunicado que a disputa estava prevista, e que os ingleses abandonaram o campo alegando que o desempate não constava no contrato. A imprensa inglesa também apontou questão logística: a possibilidade de atraso no retorno aéreo da delegação.

Além do constrangimento, o episódio expõe falha de coordenação em um evento preparatório da temporada, com impacto sobretudo simbólico na imagem do clube. Troféus de pré-temporada têm valor limitado, mas a cena — expulsão do treinador, saída em massa e pênalti cobrado em gol vazio — virou assunto e gera desconforto entre organizadores e torcedores.

Recém-chegado ao Fulham, Arbeloa viu sua estreia internacional sob um episódio que foge ao planejado. Para o Málaga, resta o troféu e a festa local; para o clube inglês, a necessidade de esclarecer nos bastidores o que foi combinado antes do confronto e evitar que amistosos virem fonte de controvérsia.