O Orlando Pride anunciou a rescisão do contrato com a atacante Gabi Nunes menos de dois meses depois de seu anúncio oficial, em 4 de agosto. O clube comunicou que a decisão ocorreu por acordo mútuo. A jogadora, de 29 anos, havia assinado vínculo até dezembro, mas acabou participando de apenas duas partidas pela NWSL.
Em ambas as partidas em que entrou, contra Portland Thorns e Utah Royals, o time foi derrotado por 2 a 1. Gabi Nunes atuou sempre no segundo tempo e contabilizou 16 minutos em campo ao todo — um tempo reduzido para avaliação desportiva. O Orlando ocupa a 11ª posição na temporada regular e conta com outras brasileiras no elenco, como Marta, Luana, Rafaella e Angelina.
Antes de chegar aos Estados Unidos, a atacante jogou pelo Aston Villa por duas temporadas e deixou o clube ao fim do vínculo. No currículo também constam passagens por Levante, Madri CFF, Corinthians, Osasco Audax e Centro Olímpico. Gabi integrou a seleção brasileira que conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de Paris.
A saída rápida levanta perguntas sobre o critério de contratações e a avaliação de reforços pelo Orlando. Pouco tempo em campo e duas derrotas seguidas sugerem que o clube optou por mover o elenco de forma imediata diante de resultados e necessidades táticas, mas também expõem um risco claro: contratações feitas com janela curta para adaptação podem sair caro esportiva e administrativamente. Para a atleta, é mais um capítulo de uma carreira com passagens pela Europa e pela seleção, e resta agora buscar novo destino para retomar sequência.