A comemoração do atacante Gabigol, do Santos, provocou revolta na torcida do Atlético-MG na Arena MRV. Após marcar aos 43 minutos do segundo tempo, ele chutou a bandeira de escanteio que trazia o escudo do Galo e se aproximou das arquibancadas, o que motivou a reação de parte dos torcedores e o arremesso de objetos em sua direção. O árbitro sancionou a atitude com cartão amarelo.
O gol de Gabigol, porém, não foi decisivo: nos acréscimos o Atlético-MG conseguiu a virada e venceu por 2 a 1. O resultado coroou uma partida marcada por fortes emoções e por um clima já carregado entre as duas equipes, que vinham de choque nas quartas de final da Sul-Americana, com provocações de ambos os lados.
O jogo teve outros momentos de atrito. No primeiro tempo Gabriel Delfim empurrou o zagueiro Lucas Veríssimo, que caiu no gramado; o jogador do Santos reclamou de agressão e acabou amarelado. No segundo tempo Thiago Borbas também se envolveu em uma confusão, e o árbitro Alex Stefano precisou interromper o jogo para acalmar os ânimos em campo.
Além do efeito imediato sobre a torcida e a suspensão momentânea do jogo, a sequência de incidentes reforça o clima tenso entre os clubes e eleva o risco de medidas disciplinares ou advertências institucionais. O episódio põe em evidência a necessidade de maior controle das reações em campo e nas arquibancadas para evitar episódios mais graves em confrontos com histórico de provocações.