Impedido de atuar diante do Cruzeiro por força de contrato e suspenso pelo terceiro cartão amarelo no Santos, Gabigol esteve na Vila Belmiro para acompanhar o duelo e teve um encontro informal com membros da diretoria celeste. A conversa, que durou aproximadamente dez minutos, incluiu os filhos do dono do clube, Pedro Lourenço, e o dirigente Bruno Spindel, no banco de reservas.
O atacante está emprestado ao Santos até dezembro, enquanto mantém vínculo de dois anos com o Cruzeiro. No acordo de cessão, o clube mineiro assumiu parte do pagamento do salário e não recebeu compensação financeira nem cláusula de opção de compra com valor fixado, o que mantém a situação contratual sob controle do Cruzeiro, mas também sob tensão financeira.
Nas declarações à imprensa, Gabigol admitiu que questões econômicas do Cruzeiro tornam difícil a manutenção do jogador no Santos e afirmou acreditar numa possibilidade de retorno ao clube celeste, ressaltando a busca por status de titular e partidas relevantes. Após os comentários, ele fez um pedido de desculpas à torcida santista pelas repercussões.
O diálogo na Vila reacende especulações sobre o planejamento do Cruzeiro para 2027: o clube tem a guarda do contrato, mas o custo salarial e a ausência de negociações públicas deixam o cenário indefinido. Para o Santos, as falas geram desconforto junto à torcida; para o Cruzeiro, a prioridade será conciliar estrutura financeira e montagem do elenco na definição do futuro do atacante.