Gabriel Barbosa viveu os dois lados de uma mesma cena neste sábado na Vila Belmiro. Aos 10 minutos do segundo tempo, erro do Vitória deixou a bola com Gabriel Bontempo; o meia tocou para Miguelito, que cruzou para Gabigol, e o camisa 9 cabeceou para abrir o placar. O gol colocou o atacante no top-10 de maiores artilheiros do Brasileirão, com 126 tentos, igualando Washington na décima colocação.
A euforia, porém, durou pouco. Dois minutos após o gol, Gabigol respondeu a provocações de um setor das arquibancadas com um gesto obsceno. O lance foi flagrado pelo VAR, checado por Wagner Reway, e o árbitro Rafael Rodrigo Klein aplicou o cartão vermelho direto. A expulsão deixou o Santos com um jogador a menos em momento chave da partida e mudou o curso imediato do jogo.
Além do impacto na partida, o episódio tem desdobramentos reputacionais para o atacante e traz desconforto ao clube: enquanto Gabigol se aproxima de outra marca importante — os 100 gols pelo Santos — a atitude pode render advertências disciplinares e alimentar questionamentos sobre postura em campo. No plano individual, o jogador tem 14 gols em 2026, igualando a artilharia do ano passado, desempenho que agora convive com a polêmica da expulsão.
Na leitura esportiva, a sequência ilustra a tensão entre talento e temperamento: o mesmo jogador capaz de decidir partidas também corre risco de prejudicar sua equipe por atitudes impensadas. Resta ao Santos administrar a substituição forçada e a possível repercussão externa enquanto o Campeonato segue, com reflexos técnicos e de imagem para o clube e para o centroavante.