Gabigol recorreu às redes sociais para explicar por que não permaneceu no banco de reservas após a substituição no empate do Santos contra o Recoleta-PAR pela Copa Sul-Americana. Segundo o atacante, dores abdominais motivaram a saída direta para o vestiário — justificativa que tenta encerrar especulações no pós-jogo, mas não dissipa totalmente a tensão no ambiente do clube.

O jogador foi substituído aos 28 minutos do segundo tempo, quando Thaciano entrou em seu lugar. Na publicação, Gabigol afirmou que houve falha de comunicação entre atletas e membros da comissão técnica no decorrer do jogo e após o apito final. Além de explicar a atitude, o camisa 9 lamentou o resultado e apelou por união entre elenco e torcida para enfrentar o momento difícil.

Na entrevista coletiva, Cuca admitiu desconhecer o motivo da saída imediata do jogador e deixou claro que pretende questionar Gabigol sobre a postura: considerou a troca necessária e que o atacante deveria ter permanecido junto aos companheiros no banco. A declaração do técnico expõe, no mínimo, desalinhamento na comunicação interna e abre espaço para cobrança interna sobre disciplina e comportamento público.

O episódio ganha relevância porque se soma ao desconforto pelo empate em casa: além de pontos no torneio, o time precisa administrar a imagem e a coesão do elenco. A explicação médica reduz margem para interpretações mais duras, mas não elimina o custo político de uma ação que, na visão do treinador, fugiu ao protocolo coletivo. Resta ao Santos transformar a justificativa em rotina de transparência e evitar que pequenos ruídos virem desgaste maior.