Autor de um dos gols na vitória por 4 a 2 sobre a Universidad Central, pela Copa Sul-Americana, Gabigol procurou reduzir a polêmica gerada por cobranças severas de Neymar no vestiário após o empate com a Chapecoense. O centroavante evitou elevar o conflito e tratou o episódio como parte da rotina de exigência interna do clube.

Segundo o atacante, houve cobranças — como costuma ocorrer quando o time sofre gols evitáveis —, mas nada que deva ser transformado em crise pública. Gabigol ressaltou o papel de liderança do capitão e disse ser natural que um jogador da projeção de Neymar cobre mais alto, pedindo ainda que o grupo faça um esforço coletivo para proteger o atleta do desgaste externo.

No aspecto técnico, o centroavante ressaltou seus números na temporada: 15 gols e sete assistências, liderança da artilharia do elenco. Ainda assim, reconheceu que teve oportunidades desperdiçadas na partida e defendeu a persistência até o apito final, afirmando que é preciso manter a eficiência nos próximos compromissos.

A rotina do Santos agora volta-se à Copa do Brasil: o time encara o Remo nos dias 1 e 4 de agosto, com ida e volta para decidir vaga nas quartas. Além de depender do rendimento ofensivo de Gabigol, a equipe precisa ajustar atenção defensiva e disciplina para não repetir falhas que vêm custando em jogos decisivos.