A manutenção de Gabigol no Santos para 2025 é tratada internamente como difícil. O atacante, que pertence ao Cruzeiro e está emprestado até dezembro, virou a principal referência ofensiva do time com 21 gols e 10 assistências em 43 partidas na temporada, mas não há um valor de compra fechado no acordo atual.

Quando cedeu o jogador, o Cruzeiro aceitou o cenário de baixa esportiva e dividiu o salário com o Santos — até agora crucial para a operação. Para renovar o empréstimo, o clube paulista teria de arcar com a totalidade dos vencimentos, um custo que elevaria muito a conta salarial e que, nas projeções internas, se aproximaria de patamares de grandes estrelas do futebol brasileiro. Mesmo pagando metade, a diretoria já enfrenta dificuldade para honrar os compromissos.

A alternativa mais plausível é tentar um novo empréstimo, mas com condições financeiras bem diferentes das atuais. A expectativa é que o Cruzeiro exija contrapartidas superiores diante da valorização do jogador neste ano. Nesse cenário, a classificação à Copa Libertadores ganha papel decisivo: a vaga abriria fontes adicionais de receita e justificaria investimentos maiores, além de atrair patrocinadores — o clube também trabalha em um acerto com a Adidas para 2028 que pode reforçar o caixa no médio prazo.

Do ponto de vista esportivo e estratégico, a diretoria terá de pesar risco e oportunidade: assumir um custo fixo elevado para manter o artilheiro ou liberar o atleta e investir em alternativas mais sustentáveis. Para a torcida, a perda de Gabigol representaria um desafio imediato na montagem do ataque; para o balanço, a permanência só faz sentido se houver garantias financeiras claras, algo que passa, hoje, pela disputa por uma vaga continental.