Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, confirmou nesta segunda-feira (20) em Madri um reconhecimento internacional que consolida sua trajetória: foi eleito o melhor atleta com deficiência na 26ª edição do Prêmio Laureus, considerado o "Oscar" do esporte. O nadador mineiro de 23 anos superou cinco concorrentes e foi o único brasileiro a subir ao palco na cerimônia realizada no Palácio de Cibeles.

O prêmio coroou uma temporada marcada por títulos e um recorde mundial: no ano anterior ele foi tricampeão mundial em Singapura e estabeleceu nova marca nos 150m medley. Em Paralimpíadas, Gabrielzinho tem presença dominante, com três ouros em Paris 2024 e dois ouros mais uma prata em Tóquio 2020, trajetória que o colocou entre os nomes mais visíveis da natação paralímpica.

Na lista de indicados havia outros brasileiros: a skatista Rayssa Leal e o surfista Yago Dora concorreram como melhores atletas dos esportes de ação, e o tenista João Fonseca apareceu entre as revelações do ano. Nenhum deles, porém, foi contemplado — a vencedora na categoria de esportes de ação foi a snowboarder Chloe Kim, e Lando Norris levou revelação do ano.

O reconhecimento a Gabriel Araújo amplia a visibilidade da natação paralímpica brasileira em um palco global e ecoa a tradição deixada por Daniel Dias, vencedor do Laureus em edições anteriores. Para o esporte nacional, prêmios desse porte ajudam a traduzir desempenho em narrativa internacional, ainda que não garantam por si só mudanças imediatas em políticas de apoio ou financiamento.

Ao receber o troféu, Gabrielzinho mencionou agradecimentos à família e à equipe técnica, e destacou a ambição de seguir em frente — um sinal de que a carreira do nadador ainda tem margem para novos feitos. O Laureus, além de premiar vitórias, coloca sob os holofotes atletas que podem influenciar o debate sobre inclusão e investimento no esporte adaptado.