O Santos confirmou que o goleiro Gabriel Brazão não estará à disposição na sequência do Campeonato Brasileiro. O jogador vinha sentindo dores no ombro esquerdo e, após o jogo contra o Atlético-MG pela Copa Sul-Americana, decidiu antecipar um procedimento cirúrgico que estava previsto apenas para o fim da temporada. O clube não detalhou data da operação nem o tempo de recuperação; Brazão já voltou à Baixada Santista e é ausência garantida contra o Remo, neste sábado, em Belém.
Além do problema no gol, o técnico terá outro desfalque: Willian Arão saiu de campo com dores no músculo oblíquo interno do abdômen e também não viajou com a delegação. O volante, que também pode atuar na zaga, agravou o desconforto depois da partida em Minas Gerais. Com essas baixas, João Paulo e Diógenes aparecem como opções para o posto de goleiro, enquanto a dupla de zaga tende a contar com Lucas Veríssimo e Luan Peres; João Ananias surge como alternativa.
A combinação de eliminação na Sul-Americana e agora lesões em posições-chave tem impacto prático e imediato: perda de receita internacional e redução de opções em campo aumentam a pressão sobre a comissão técnica e a diretoria. A diretora Ana Canhedo classificou a eliminação como uma catástrofe financeira e esportiva, sinalizando que o clube precisa ajustar contas e cenário técnico no curtíssimo prazo.
Restam 12 rodadas do Brasileiro e o calendário apertado exige respostas rápidas. Sem prazo para retorno de Brazão e com Arão em recuperação, o Santos verá sua margem de erro reduzir-se, sobretudo em partidas fora de casa e na luta para se distanciar da zona de rebaixamento ou, em cenário mais ambicioso, recuperar fôlego por uma vaga continental. A sequência mostrará se as alternativas do elenco bastam para atravessar o momento.