Gabriel Medina sofreu um corte na cabeça durante uma sessão de treinos em Teahupoo, no Taiti, e precisou receber pontos. A organização avalia que o incidente não deve impedir a participação do tricampeão na sétima etapa do circuito da WSL: Medina só entra na água na 13ª bateria do Round 2, o que lhe dá tempo adicional para recuperação antes da estreia.
Quedas com lesões são parte do risco em Teahupoo, onde as ondas formam tubos pesados que quebram sobre uma bancada rasa de coral. A transição abrupta entre profundezas que chegam a centenas de metros e os poucos centímetros sobre o recife cria ondas com cavidade pronunciada; por isso, permanecer íntegro após uma queda nem sempre é garantido e a margem de erro é pequena.
O adversário provável de Medina sairá da bateria entre o havaiano Eli Hanneman e o convidado Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial que compete aos 54 anos. Slater é o maior vencedor da etapa, com cinco títulos, e aumenta a imprevisibilidade do chaveamento — ainda que Medina chegue como um dos favoritos, já tendo vencido em Teahupoo em duas ocasiões.
A etapa de Teahupoo acontece entre 8 e 18 de agosto e terá dez brasileiros na água. No topo do ranking está o italiano Leonardo Fioravanti, seguido de perto por um pelotão composto por Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo e Samuel Pupo — um cenário que deixa a disputa por pontos ainda mais acirrada em uma das paradas mais exigentes do calendário.