Cody Gakpo foi às lágrimas ao celebrar o gol que abriu o placar da Holanda contra Marrocos. A comemoração, contida e emotiva, ocorreu dias depois do anúncio — feito pela companheira Noa van der Bij — de que o casal perdera o filho durante a gravidez. O atacante havia recebido autorização para deixar temporariamente a concentração e voltou ao elenco para a partida.

No lance da comemoração, Gakpo caiu no gramado e encobriu o rosto com a camisa. Os colegas se aproximaram para abraçá‑lo e demonstraram apoio imediatamente, gesto que se repetiu nas imagens que circularam durante o jogo. A cena uniu o caráter esportivo da partida com uma dimensão humana forte, preservando respeito e solidariedade em campo.

O técnico Ronald Koeman ressaltou que a notícia foi muito triste e destacou o suporte da equipe e da comissão técnica. Segundo o treinador, Gakpo foi liberado para ficar com a família, voltou à seleção e mostrou maturidade ao decidir seguir. A comissão elogiou a postura do jogador e afirmou que ele estava pronto para atuar, com o respaldo dos companheiros.

Mais do que um momento emocional isolado, a participação de Gakpo revela como situações pessoais severas atravessam o rendimento esportivo e moldam o ambiente de um time. A reação imediata do plantel e a decisão do jogador de seguir em campo também têm impacto simbólico: oferecem um alento à equipe e lembram que, além do resultado, a seleção enfrenta episódios que extrapolam tática e escalação.