O Atlético-MG deu um passo decisivo rumo à final da Copa Sul-Americana ao bater o Montevideo City Torque por 3 a 0 na Arena MRV. A vitória não foi apenas um placar largo: foi a materialização de uma estratégia clara do técnico Eduardo Domínguez, que escalou a melhor formação disponível e ajustou funções para controlar o jogo desde o início.

No primeiro tempo o Galo teve paciência e pressão alta, mesmo sofrendo com dois gols anulados por impedimento. A opção por Victor Hugo no meio e por Alan Franco como lateral-direito colocou mais equilíbrio defensivo e criatividade na transição. Cuello apareceu como um dos protagonistas: participou da construção do primeiro gol, em jogada que terminou com Reinier na rede, e voltou a incomodar a marcação adversária durante toda a partida.

Bernard teve papel importante ao aparecer mais pela direita e anotar o segundo gol com jogada individual. O time manteve intensidade e Gabriel Delfim ainda fez uma defesa de destaque para evitar sustos. Na etapa final, Domínguez preservou jogadores sem perder o controle do jogo e as substituições, como a entrada de Thiago Borbas, foram certeiras — Borbas confirmou a vantagem ao aproveitar passe de Lodi.

O resultado dá ao Atlético vantagem confortável para o jogo de volta e reforça a confiança do elenco, especialmente na sequência pós-Copa. Há, porém, diferença entre favoritismo e fim do trabalho: o time ganhou folga no placar, mas a classificação só será confirmada no Uruguai. Ainda assim, o desempenho serve como resposta a fantasmas recentes e coloca o Galo em posição de comando na disputa.