O Atlético-MG transformou a entrada do mascote em espetáculo: o Galo Doido realizou um rope jump a partir do teto da Arena MRV, ampliando a ação iniciada em 2024 — quando o mascote já havia saltado a 35 metros livres antes da semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco. A iniciativa viralizou nas redes e ganhou repercussão pela ousadia e pelo impacto visual no clássico contra o Cruzeiro.

A operação foi montada em parceria com a Rope Trips, empresa com mais de quatro anos de atuação e cerca de 49 mil saltos registrados. Segundo a produção, testes foram feitos por profissionais e por colaboradores do clube, com protocolos claros. A estrutura usada suporta mais de cinco toneladas; um salto de 100 kg pode atingir forças próximas a 300 kg, o que, conforme os responsáveis, garante margem de segurança de até dez vezes.

O intérprete do mascote, identificado como Júnior, foi quem efetivamente fez o salto. A possibilidade de utilizar um atleta da empresa chegou a ser discutida, mas foi descartada pela produção e pela diretoria. O gerente de marketing do clube explicou que a ação foi pensada em conjunto com equipe especializada para surpreender a torcida sem abrir mão da segurança e do planejamento técnico.

O clube já avalia repetir ou evoluir o formato em jogos das semifinais da Copa do Brasil e da Sul-Americana. Há ideias para tornar o salto mais ousado, mas dirigentes alertam que qualquer novidade dependerá de viabilidade técnica e da aprovação da diretoria. Além do efeito de mobilização da torcida, a sequência de ações coloca a diretoria diante do desafio de equilibrar espetáculo e responsabilidade em eventos de grande visibilidade.