Cercado por incertezas desde a possibilidade pública de saída em maio, o meia Ganso voltou a aparecer como opção no banco do Fluminense no jogo contra o Grêmio, mas não chegou a ser utilizado. Na partida anterior, após a pausa da Copa, ele havia ficado fora dos relacionados por decisão do técnico Luis Zubeldía.

O ponto que prende o futuro do jogador ao clube é técnico e regulatório: Ganso soma 12 participações no Brasileirão. Se entrar em campo mais uma vez pela equipe tricolor atingirá 13 jogos — marca que, segundo a regra aplicada na competição, o impede de atuar por outro clube no mesmo torneio na temporada.

A questão ganha contornos de urgência por causa das janelas domésticas comandadas pela CBF: houve abertura extraordinária entre 9 e 17 de julho e há uma janela doméstica vigente até 11 de setembro. Ou seja, qualquer tentativa de negociação dentro do país precisa considerar não apenas oferta financeira, mas o enquadramento esportivo do atleta.

Do ponto de vista do Fluminense e do próprio Ganso, a falta de definição torna a gestão do tempo de jogo mais sensível: a utilização do meia em campo pode fechar alternativas de mercado, enquanto a continuidade do contrato até o fim do ano mantém aberta a possibilidade de negociação apenas se surgir proposta que atenda às partes.