A novela envolvendo Paulo Henrique Ganso teve um desfecho prático na noite do clássico: escalado por Zubeldía, o meia completou 13 partidas pelo Fluminense no Campeonato Brasileiro e, por regra, fica impedido de defender outro clube da Série A nesta temporada. A consequência imediata é reduzir drasticamente as opções de transferência até o fim do contrato, em 31 de dezembro.

Antes de entrar como titular no Nilton Santos, Ganso não atuava desde 19 de maio, quando jogou contra o Bolívar pela Libertadores. Ele chegou a ser usado no segundo tempo do confronto contra o Vasco, pela Copa do Brasil, mas teve longos períodos fora do time. A decisão da diretoria de afastá‑lo publicamente — após o pedido do jogador para não jogar contra o Mirassol, justamente para evitar completar 13 partidas — já indicava uma relação tensa entre as partes.

O técnico Zubeldía vinha deixando Ganso de fora mesmo quando o clube teve ausências no meio, como a lesão de Lucho Acosta, e o jogador passou a ser reintegrado apenas para compor lista de relacionados, quase sempre do banco. Com o limite de partidas alcançado, uma saída para outro time da Série A deixou de ser viável; restam, na prática, negociações com equipes do exterior ou com clubes da Segunda Divisão, estas últimas complicadas pela folha salarial.

No clube, o cenário também traz decisões a tomar: o Fluminense não sinalizou até agora intenção de renovar o vínculo. No currículo do meia estão 318 partidas, 30 gols, 35 assistências e quatro títulos com a camisa tricolor — os Cariocas de 2022 e 2023, a Libertadores de 2023 e a Recopa Sul‑Americana de 2024 —, mas o desfecho da temporada tende a manter o jogador no elenco até dezembro ou forçar uma saída de menor impacto financeiro.