O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, deixou claro na coletiva pós-jogo que a polêmica envolvendo Folarin Balogun não foi utilizada como combustível motivacional para a equipe. Após a goleada por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, Garcia insistiu que o foco foi o plano tático: ‘‘Não, não era necessário. Independentemente da escalação, o que importava era o nosso plano de jogo’’. Ele também elogiou a seleção americana e o trabalho de Mauricio Pochettino.
Em campo, a Bélgica aplicou marcação especial que limitou Balogun — destaque dos EUA — com Nyong contribuindo de forma decisiva para essa contenção. Garcia afirmou que não teve dúvidas na escolha da dupla de zaga e ressaltou o desempenho coletivo: do goleiro Thibaut Courtois a Romelu Lukaku. O treinador revelou ainda que Balogun o procurou para conversar no estádio, mas que o clima interno nunca saiu do controle.
O tom menos comemorativo veio com a preocupação pela lesão do volante Amadou Onana. Garcia classificou o problema como potencialmente sério e afirmou que a equipe aguarda exames para avaliar a gravidade. A possível ausência de Onana nas próximas fases reduz opções e força a Bélgica a reequilibrar o meio-campo em um momento decisivo do mata-mata.
Fora das quatro linhas, a anulação do cartão vermelho de Balogun ganhou repercussão internacional após reportagem do New York Times apontar contatos politicamente sensíveis, incluindo menções ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. A confusão dominou a cobertura pré-jogo, mas, na avaliação de Garcia, a resposta da Bélgica foi esportiva: ‘‘Esta é uma vitória de grupo’’. A seleção avança às quartas com ambição clara de ir mais longe, porém terá de lidar com a questão física de jogadores-chave.