Rodrigo Garro foi o principal nome da noite na Neo Química Arena: capitão, referência técnica e autor de duas assistências que ajudaram o Corinthians a vencer o clássico por 3 a 2 diante do São Paulo, pela 15ª rodada do Brasileirão. O argentino participou de praticamente todas as construções de jogo do time de Fernando Diniz e sustentou o alto volume ofensivo apresentado pelo Timão.
O placar teve oscilações: o Corinthians abriu o marcador ainda no primeiro tempo, e o Timão soube manter pressão até ampliar. Matheuzinho fez o segundo gol em jogada construída pelo time, e Breno Bidon completou no fim para garantir os três pontos. O São Paulo chegou a empatar aproveitando erro na saída de bola — um lance que expôs uma falha pontual da defesa alvinegra — e também teve participação de Bobadilla e Luciano na reta do empate.
A partida traz sinais mistos para o Corinthians: ofensivamente houve criação e contundência, com finalizações e oportunidades criadas graças à leitura e qualidade de Garro; defensivamente, porém, episódios como a perda de posse que gerou o empate e um gol-contra bizarro na reta final mostram que a equipe ainda tem vulnerabilidades a corrigir. O goleiro do Timão fez intervenções importantes e não teve culpa nas bolas que resultaram em gol.
No plano da gestão do jogo, chama atenção que Diniz só mexeu na equipe aos 36 minutos do segundo tempo, uma alteração tardia que poderia ter sido antecipada para administrar o resultado ou refrescar setores já desgastados. A vitória mantém o Corinthians em ascensão no campeonato, mas não elimina a necessidade de ajustes defensivos e de leitura tática em momentos decisivos.