O Corinthians saiu do Beira-Rio com uma derrota por 2 a 0 para o Internacional e um problema extra para administrar: o capitão Rodrigo Garro reclamou publicamente do trato recebido por parte do árbitro Alex Gomes Stefano durante a partida. Sem detalhar situações pontuais, o jogador afirmou que se sentiu ofendido e pediu que haja mais reciprocidade no diálogo entre atletas e arbitragem.
O tumulto verbal em campo, segundo membros do elenco, ganhou corpo após orientações internas — o goleiro Hugo Souza chegou a aconselhar Garro a mencionar o episódio na coletiva. A queixa torna-se um elemento a ser cobrado pelas redes e pela torcida, alimentando reclamações que podem desviar foco do desempenho coletivo em momentos decisivos.
Além do desgaste por reclamação à arbitragem, o resultado gera consequência direta na disputa esportiva: o Corinthians terá de buscar uma vitória por três gols na Neo Química Arena para avançar às quartas de final da Copa do Brasil; triunfo por dois leva a decisão para os pênaltis. O revés joga pressão adicional sobre a comissão técnica e o elenco em um momento de mata-mata.
No terreno jornalístico, a queixa de Garro reflete frustração imediata, mas também abre espaço para questionamentos sobre postura e comunicação do time em partidas com alto grau de tensão. Resta ao Corinthians transformar insatisfação em reação dentro de campo — e evitar que o episódio com a arbitragem seja usado como justificativa para um futebol que, no saldo da noite, ficou aquém do necessário.