A próxima Copa do Mundo, agora com 48 seleções, terá uma mistura clara entre veteranos que já deixaram seus nomes na história e uma vasta leva de estreantes. Um levantamento mostra que, entre os mais de mil atletas convocados, apenas 78 chegaram a balançar as redes em edições anteriores de Mundiais — um indicador de que grande parte dos elencos entra no torneio com experiência coletiva limitada em jogos desse tipo.

A Inglaterra aparece no topo da lista, com seis jogadores que já marcaram em Copas: Harry Kane, Rashford, Saka, Stones, Bellingham e Jordan Henderson. Na sequência, Argentina, Holanda e Portugal têm cinco representantes cada; França, Coreia do Sul, Croácia, Espanha, Suíça, Senegal e o próprio Brasil aparecem com quatro nomes cada na relação de artilheiros em Mundiais.

O Brasil, que chega reformulado em relação a convocações anteriores, conta com quatro jogadores que já fizeram gol em Copas: Neymar — autor de oito gols em Mundiais, com destaque para quatro tentos em 2014, dois em 2018 e dois no Catar — além de Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior, que também figuram entre os autores de gols em edições passadas. O dado evidencia mistura de liderança técnica com dependência ainda restrita a poucos elementos com passado vitorioso em torneios globais.

Chamam atenção também casos isolados: a Alemanha, tetracampeã, tem apenas um jogador na lista (Havertz), sinalizando a efetiva reformulação após eliminações precoces recentes. Há exemplos de nomes menos conhecidos que já têm histórico em Copas — como o iraniano Chesmi, o sul-coreano Cho Gue-Sung, o australiano Leckie e o catari Mohamed Muntari — e ainda três atletas que atuam no Brasil e figuram entre os artilheiros de Mundiais, entre eles jogadores do Flamengo e do Corinthians. O retrato é duplo: confirma estrelas consolidadas, mas reforça o desafio das seleções em combinar juventude e experiência decisiva na rota até 2026.