Após 28 partidas de mata-mata na Copa do Mundo 2026 — segunda fase, oitavas e quartas — as quatro semifinalistas estão definidas: França, Espanha, Inglaterra e Argentina. No duelo entre modelos preditivos, o Gato Mestre, em parceria com o economista Bruno Imaizumi, registra vantagem de 24 a 23 sobre o Supercomputador da Opta.
A liderança do Gato Mestre se apoia em acertos consistentes: 14 dos 16 classificados para as oitavas e seis dos oito para as quartas foram previstos corretamente pelo modelo. A diferença decisiva, porém, veio de um único confronto em que os sistemas discordaram: Estados Unidos x Bélgica, nas oitavas. O Gato Mestre atribuía 41% de chance à Bélgica, 31% aos EUA e 28% ao empate; o Supercomputador da Opta dava pequena vantagem aos americanos (50,95% x 49,05%). A Bélgica venceu por 4 a 1, confirmando a previsão do Gato Mestre.
O método usado pelo Gato Mestre combina uma distribuição Poisson bivariada para estimar a probabilidade de gols de cada equipe e simulações Monte Carlo para gerar cenários de resultado. Métricas de xG aparecem como indicador central do nível de ameaça das seleções. Os dados que alimentam as projeções vêm de fontes variadas, como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
A disputa mostra que pequenas diferenças nas premissas e no ajuste dos modelos podem alterar o placar final de uma competição de previsões — e que um único jogo pode decidir a vantagem entre sistemas muito parecidos. A liderança do Gato Mestre aumenta sua visibilidade e credibilidade no acompanhamento estatístico do Mundial, mas o resultado também reforça a natureza probabilística das projeções: são retratos do momento, não garantias.