A classificação da seleção espanhola à final da Copa do Mundo reacende a memória da geração que conquistou o título em 2010, com Xavi e Iniesta como referências. Seis dos 23 convocados daquela campanha ainda não penduraram as chuteiras oficialmente — entre eles Sergio Ramos, atualmente sem clube, e Sergio Busquets, companheiro de Messi no Inter Miami —, mostrando que parte do grupo mantém vínculo direto com o jogo.

O impacto daquele time vai além dos que ainda atuam: vários jogadores transitaram para a função de treinador e carregam o legado tático do 'tiki-taka'. Xavi Hernández e Xabi Alonso, nomes já consolidados na beira do campo — este último com passagem que culminou em contrato até 2030 com o Chelsea — são exemplos de como a geração se reinventou. Figuras como Cesc Fàbregas e Álvaro Arbeloa também começaram trajetórias na casamata, ampliando a influência do título nas pranchetas europeias.

Outros tomaram rumos distintos. Gerard Piqué deixou os gramados em 2022 e encabeçou a criação da Kings League; David Silva investiu em vinícola nas Ilhas Canárias; Iker Casillas, desde a aposentadoria em 2020 após problemas de saúde, atua como embaixador e presidente na Kings League. Há ainda casos de transição discreta: Víctor Valdés tentou carreira de técnico em divisões inferiores e em clubes de base, mas optou por se afastar e vive atualmente fora dos holofotes.

A diversidade de trajetórias ilustra como a geração de 2010 não se limitou ao sucesso esportivo: virou capital simbólico e profissional. Para a Espanha que volta a disputar uma final, a presença desses nomes — seja nos gramados, nos bancos ou no mercado esportivo — reforça a continuidade de um legado que transformou o futebol nacional e alimenta debates sobre identidades táticas e gestão de carreira.