A menos de dois meses da convocação final, Gerson vive um período decisivo no Cruzeiro. Desde a chegada de Artur Jorge, o volante passou a receber mais minutos e registrou evolução estatística: são 21 jogos na temporada e três assistências, além de desempenho preciso em partidas recentes, com aproveitamento de passe elevado.
O técnico celeste tem valorizado a presença do camisa 11 no time e colocado sua recuperação como exemplo de adaptação ao novo modelo. Comentadores que acompanham o clube apontam que parte desse salto se explica por ajuste tático, readaptação física e ritmo de competição após o retorno ao futebol brasileiro — mas também ressaltam que a melhora poderia ter ocorrido antes.
A corrida contra o relógio é clara: Carlo Ancelotti deve anunciar a lista em 18 de maio, e Gerson terá oito jogos pelo Cruzeiro até lá, incluindo compromissos de peso como Boca Juniors pela Libertadores e clássico contra o Atlético-MG pelo Brasileirão. A sequência serve como teste de consistência e visibilidade para atrair a atenção da comissão técnica.
No plano da seleção, a principal concorrência vem de jogadores como Lucas Paquetá, que reúne vantagem por experiência em Copas e maior versatilidade posicional. Diante disso, o cenário para Gerson é simples e implacável: manter o nível até a última rodada e transformar a boa fase em provas concretas para reduzir a distância em relação aos concorrentes.