Horas após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, o técnico Amir Ghalenoei voltou a criticar a logística que cercou a chegada do Irã aos Estados Unidos. Segundo o treinador, a equipe teve apenas 16 horas de intervalo para treinar antes do duelo com a Bélgica, marcado para este domingo, às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. O tempo reduzido obrigou a comissão a interromper o trabalho e, na avaliação dele, comprometeu a preparação.

Ghalenoei relatou que a Fifa tentou intervir com um voo de última hora para adiantar a chegada, mas a tentativa fracassou — uma convocação feita perto do almoço para um deslocamento no fim do dia terminou sem solução. Ele também criticou regras que limitaram a presença de parte do estafe e da imprensa iraniana, além da falta de solidariedade dos outros treinadores: perguntou a 47 colegas e não obteve resposta. O conjunto, segundo o técnico, tornou mais difícil a adaptação ao fuso e ao clima.

A reclamação aponta para um problema prático e institucional: além do impacto direto na rotina de treinos, a situação gera desgaste político e simbólico para o evento. Ghalenoei reconheceu esforços da Fifa e do presidente Gianni Infantino, mas avaliou que as tentativas não foram suficientes para reverter o prejuízo. Para uma competição que se pauta pela igualdade de condições, a queixa do Irã expõe falhas de coordenação que podem ter efeito no rendimento dentro de campo e na percepção internacional sobre a organização.

Apesar das críticas, o treinador afirmou gratidão à torcida iraniana e reforçou que a equipe jogará pelo país. Ghalenoei pediu que episódios similares não se repitam e cobrou condições mais claras e justas para delegações que chegam ao torneio com restrições administrativas e de logística. O confronto com a Bélgica será o último compromisso do Irã na fase de grupos em solo norte-americano.