O GP do Canadá volta a correr no circuito que carrega seu nome e com ele vem a lembrança de Gilles Villeneuve, piloto cujo estilo agressivo e combativo o transformou em ídolo nacional e na figura querida pelos tifosi da Ferrari. A breve trajetória de Villeneuve reúne ascensão rápida, combates memoráveis nas pistas e uma morte que marcou a F1.

Filho de um afinador de pianos em Quebec, Villeneuve começou nas corridas de snowmobile e usou as premiações para financiar sua passagem por categorias menores. Campeão da Fórmula Ford no Canadá em 1973 e destaque na Fórmula Atlantic — com vitória em Trois-Rivières — ele chamou a atenção e teve oportunidades que o levariam à F1, inclusive participações como terceiro carro pela McLaren em 1977.

A chegada à Ferrari consolidou seu nome: entre 1978 e o início dos anos 80, Villeneuve somou seis vitórias, venceu pela primeira vez em casa — único canadense a fazê-lo — e protagonizou duelos que entraram para a memória do esporte, como a batalha em Dijon-Prenois com René Arnoux. No fim de uma temporada em que poderia lutar pelo título, o piloto chegou a aceitar ordens de equipe em favor do companheiro Jody Scheckter.

A trajetória terminou tragicamente durante os treinos do GP da Bélgica de 1982, em Zolder. Décadas depois, o circuito de Montreal segue homenageando sua figura: mais do que estatísticas, o legado de Villeneuve é a imagem de um piloto que correu com arrojo e deixou marca duradoura no público canadense e nos fãs da Ferrari.