O conjunto brasileiro de ginástica rítmica entra em pista neste fim de semana em Frankfurt com uma mudança clara de roupa e trilha: a aposta é em 'Abracadabra', hit de Lady Gaga, para a rotina com maças e arcos. Mais do que espetáculo, a disputa na prova geral — soma das duas séries — carrega peso decisivo: as equipes medalhistas garantem vaga antecipada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

O time chega embalado pelo desempenho histórico do ano passado, quando conquistou as primeiras medalhas brasileiras em Mundiais, incluindo a prata na prova geral apresentada ao som de 'Evidências'. Ainda assim, a alteração dos aparelhos definida pela federação internacional forçou adaptação técnica e artística; a alternância para três arcos e dois pares de maças exige ritmo e soluções coreográficas distintas.

A escolha de uma trilha internacional foi discutida como estratégia para traduzir essa nova energia dos aparelhos e também para surpreender juízes e adversários. A comissão técnica, liderada por Camila Ferezin, diz ter sido influenciada pela apresentação da artista e pela necessidade de uma sonoridade mais enérgica para as maças — um cálculo que mistura técnica e marketing diante de uma plateia que deve ter forte presença brasileira.

A vaga olímpica antecipada seria um prêmio duplo: segurança para a preparação rumo a LA28 e sinal de consolidação do trabalho que colocou o país no mapa da modalidade. Por outro lado, um resultado aquém das expectativas reabriria debates sobre escolhas técnicas e sobre a transição do conjunto após o pódio no Rio, exigindo ajustes em rotina, material e calendário competitivo.