O gol de Heggem, que teria sido o segundo da Noruega, foi anulado após o árbitro francês Clément Turpin revisar o lance no VAR e identificar uma falta de Erling Haaland em Elliot Anderson antes da cobrança de escanteio. A decisão seguiu a nova orientação da International Football Association Board (IFAB), que entrou em vigor nesta Copa do Mundo e permite ao árbitro mandar repetir cobranças quando uma infração é cometida antes do reinício da jogada.

Até a última temporada europeia, lances assim frequentemente eram validados porque a bola ainda não havia sido colocada em jogo; a mudança normativa inverte esse entendimento para punir bloqueios e obstruções que impeçam defesa ou disputa limpa pela bola. Especialistas de arbitragem ouvidos durante o torneio consideraram que, no caso em questão, a regra foi aplicada conforme o espírito da circular da IFAB, que busca preservar a contestação legítima em cobranças paradas.

A adoção da norma tem impacto direto nas rotinas de bola parada: equipes que utilizam bloqueios ofensivos agora correm risco de ter gols anulados e sofrer repetição de cobranças. Além disso, amplia-se a presença do VAR em lances prévios ao reinício, elevando a pressão sobre a interpretação dos árbitros e abrindo espaço para debates sobre consistência nas decisões em diferentes partidas e campeonatos.

A circular da IFAB também trouxe a chamada 'Lei Vini Jr.', que endurece punições para gestos considerados provocativos — já resultou em expulsões no Mundial — e mostra que a revisão das regras visa tanto a conduta em campo quanto a proteção de atletas. Em um torneio com atenção global, cada aplicação dessas novas normas testa a capacidade das autoridades de garantir uniformidade e reduz a margem para controvérsias que possam tirar foco do jogo.