Aos 14 minutos do segundo tempo das quartas de final, Kylian Mbappé marcou o gol que abriu o placar para a França e gerou protestos imediatos dos jogadores do Marrocos. Os marroquinos cercaram o árbitro argentino Facundo Tello alegando que Adrien Rabiot teria tocado a bola com a mão no início da sequência.

O lance foi revisado pelo VAR, que comunicou o juiz e manteve a validade do gol. Segundo PC Oliveira, consultor de arbitragem da TV Globo, embora tenha havido toque de mão em um momento da jogada, a finalização que resultou no gol ocorreu em uma fase considerada nova — ou seja, independente do toque anterior — e, por isso, não configurou infração que anule o tento.

Na jogada, Doué dominou e passou para Mbappé, que driblou a marcação e finalizou com efeito para balançar a rede. A decisão do VAR seguiu as interpretações atuais sobre toques de mão e sequência de jogada, assunto que costuma gerar controvérsia por depender de avaliação de causalidade entre os atos.

O técnico do Marrocos, Mohamed Ouahbi, reclamou da interpretação em entrevista após a partida, ressaltando a sensação de injustiça da equipe. O capítulo aumentou a tensão do confronto — especialmente após Mbappé ter perdido um pênalti no primeiro tempo, o que já dera contorno dramático ao duelo — mas a arbitragem manteve a decisão e o gol passou a valer.