O Corinthians foi acionado na Justiça do Trabalho por Reginaldo Borim, jovem de 19 anos cuja contratação pelo clube em 2024 foi desfeita em meio a polêmica sobre sua posição em campo. Na ação iniciada em junho, o atleta pede cerca de R$ 10,5 milhões — incluindo multa contratual, indenização por danos morais e salários — e afirma que a rescisão ocorreu sem notificação formal, sem processo interno e sem pagamento de verbas rescisórias.
Contratado em agosto, durante a gestão de Augusto Melo, Reginaldo havia sido assinado com perspectiva de atuar como lateral‑esquerdo na categoria sub‑18, após ter passado por posição de goleiro em temporadas anteriores. Segundo a ação, ele deixou Jaú e foi para o alojamento do Parque São Jorge, comemorou a transferência nas redes sociais e viu o contrato ser desfeito quando uma imagem antiga, registrada no BID da CBF, reapareceu e alimentou reação contrária de setores da torcida.
Os advogados do jogador sustentam que a decisão do clube teve caráter abusivo e mencionam declarações internas que indicariam consciência prévia do potencial dano à carreira do atleta. A defesa relata ainda que Reginaldo desenvolveu quadro depressivo e está em acompanhamento médico e psicológico, com a capacidade de retomada da carreira prejudicada. O jogador já havia processado o XV de Jaú anteriormente, mas perdeu a ação.
O Corinthians informou que não comenta processos em andamento; a defesa do atleta diz que busca regularizar a situação decorrente do rompimento abrupto. O caso se soma ao momento de desgaste administrativo do clube: o time sofreu nova punição e vê somar R$ 23 milhões em restrições relacionadas a transferências, um cenário que aumenta o custo financeiro e reputacional de litígios com jovens da base.