Diego Enríquez, goleiro do Sporting Cristal, foi flagrado consultando um celular na beirada do campo pouco antes da cobrança de pênalti que decidiu o jogo contra o Palmeiras, nesta quinta-feira em São Paulo. A falta que originou a penalidade foi marcada em lance entre Cuenca e Arthur; na sequência, Enríquez dirigiu-se ao banco para beber água e aproveitou para verificar o aparelho.
Um membro da comissão técnica do clube peruano aproximou-se e exibiu o celular ao goleiro. Enríquez olhou rapidamente e voltou para a área. O árbitro Piero Maza viu a situação e aplicou cartão amarelo. Na batida, Flaco López bateu e fez o gol: o goleiro acertou o canto, mas não evitou o resultado final, 2 a 1 para o Palmeiras.
O uso de dispositivos eletrônicos por jogadores ou membros da comissão durante a partida é proibido pelas normas da Fifa. O episódio remete ao caso recente de Memphis Depay, que foi advertido pelo STJD após olhar o celular no banco — situação parecida que, no Brasil, terminou sem suspensão, mas com punição disciplinar leve.
Além do constrangimento imediato e do impacto no lance decisivo, a atitude do staff e do goleiro expõe o clube a avaliação disciplinar por parte das instâncias competentes e levanta dúvidas sobre controles internos. No plano esportivo, a jogada ficou marcada pela impropriedade: a tentativa de obter informação externa não evitou o gol e rendeu apenas um cartão amarelo.