Bastaram quatro jogos no Mundial para o goleiro Josimar Dias, conhecido como Vozinha, virar fenômeno entre torcedores brasileiros. De cerca de 50 mil seguidores nas redes, o atleta viu sua audiência explodir para mais de 26 milhões, um salto que reflete admiração conquistada por defesas decisivas e presença carismática em campo.
A admiração ganhou forma literal: um torcedor carioca tatuou o rosto do arqueiro entre o cotovelo e o ombro, incluindo o uniforme amarelo da seleção de Cabo Verde. O tatuador publicou o trabalho nas redes e celebrou a escolha do cliente, ressaltando o carinho que Vozinha passou a despertar no público brasileiro depois da Copa.
Aos 40 anos, Vozinha defende o Chaves, de Portugal, e é figura experiente do elenco de Cabo Verde — atuou ao lado do veterano Ryan Mendes em grandes campanhas. Profissionalizado tardiamente, deixou o país aos 25 anos para jogar no Progresso do Sambizanga, em Angola, trajetória que alimenta a narrativa de superação que cativa torcedores.
Além do gesto simbólico da tatuagem, o episódio evidencia como a visibilidade do Mundial pode transformar a imagem de jogadores e criar laços afetivos com novas torcidas. Para Vozinha, a repercussão no Brasil é prova de prestígio pessoal e da força de identificações que ultrapassam fronteiras.