Gonçalo Ramos voltou a aparecer no momento decisivo. Autor do gol que garantiu a virada de Portugal sobre a Croácia por 2 a 1 na segunda fase da Copa do Mundo, o centroavante de 25 anos também chegou ao centro do noticiário por uma transferência de peso: o Milan pagou €60 milhões (cerca de R$ 355 milhões) ao PSG para tê‑lo após três temporadas no clube francês. O negócio foi confirmado pelos clubes e pela própria seleção portuguesa nas redes sociais.
Revelado pelo Benfica, Ramos tem perfil de jogador de área e histórico de decisões em jogos importantes. Esta foi apenas sua segunda participação efetiva nesta Copa — havia entrado nos minutos finais na estreia contra a República Democrática do Congo —, mas nos Mundiais o aproveitamento é expressivo: em seis partidas soma quatro gols e uma assistência. Após o jogo, ele ressaltou que costuma aparecer nos instantes finais quando a equipe precisa do gol e destacou a força do grupo.
O gol mantém Portugal vivo na luta pelo título inédito e adianta uma oitava de final pesada: a seleção enfrenta a Espanha na segunda-feira, às 16h (de Brasília), em Dallas. Para o Milan, o investimento em Ramos é sinal claro de ambição europeia; para o atacante, a transferência amplia as expectativas sobre rendimento imediato. A combinação de boa forma no torneio e preço elevado aumenta a pressão por entregas consistentes.
Do ponto de vista esportivo e de mercado, a jogada é dupla: Portugal ganha um finalizador em alta, enquanto Ramos passa a ser acompanhado com lupa por torcedores e dirigentes. Se a vitória sobre a Croácia acende esperanças, o próximo confronto com a Espanha será prova mais dura do quanto o investimento do Milan se traduzirá em resultado dentro e fora de campo.