A Fórmula 1 e o governo turco anunciaram nesta sexta-feira o retorno do GP da Turquia ao calendário em 2027, com a prova sendo disputada no Circuito Istanbul Park. O acordo, resultado de negociações que duraram dois anos, foi formalizado em evento em Istambul com a presença do presidente Tayyip Erdogan, do presidente da F1 Stefano Domenicali e de Mohammed ben Sulayem, da FIA. Segundo as partes, o vínculo terá duração mínima de cinco anos.
O circuito de Istanbul estreou na F1 em 2005, saiu do calendário em 2011 e voltou de forma pontual em 2020 e 2021 para suprir cancelamentos da temporada causados pela pandemia. O histórico de corridas no traçado inclui as primeiras vitórias de Felipe Massa, que venceu em 2006, 2007 e 2008 e é o maior vencedor da etapa. Antes do retorno temporário, os novos proprietários do circuito haviam limitado seu uso a testes e eventos menores.
A confirmação do GP turco reenquadra um circuito tradicional no mapa da categoria e reduz incertezas sobre o formato futuro do calendário. A inclusão de Istanbul vem junto com o anúncio do retorno do GP de Portugal para 2027, sinalizando uma combinação entre mercados consolidados e etapas históricas — movimento importante para a oferta de provas diversas e para o apelo comercial do calendário.
Do ponto de vista logístico e esportivo, um contrato mínimo de cinco anos traz previsibilidade para equipes e organizadores, mas também impõe compromissos financeiros e de infraestrutura por parte do anfitrião. A F1 já tem outras etapas confirmadas para o campeonato que vem, incluindo corridas em Singapura, Abu Dhabi, Austrália, Inglaterra, Japão, Estados Unidos (Austin) e São Paulo, entre outras.