Alvo de dúvidas antes da estreia da NFL no Rio, o gramado do Maracanã acabou deixando poucas reclamações depois de Baltimore Ravens 34 x 31 Dallas Cowboys. O vencedor só foi definido por um field goal de Tyler Loop no último lance, mas técnicos e jogadores das duas equipes tendem a concordar: o campo não foi decisivo para o resultado.

Do lado do Dallas, o coordenador Brian Schottenheimer admitiu que a superfície era diferente do padrão do futebol americano e lembrou uma escorregada do wide receiver KaVontae Turpin. Ainda assim, avaliou que a liga e os organizadores fizeram um trabalho aceitável e que o gramado suportou a exigência da partida.

Pelo Baltimore, o tom foi semelhante. O técnico Jesse Minter disse que não percebeu problemas generalizados e que o time manteve a mentalidade de competir os 60 minutos. O quarterback Lamar Jackson, que correu 50 jardas com a bola na partida, também minimizou o papel do campo: a equipe estava focada em jogar.

O desfecho tem reflexo prático: a NFL, por contrato, ainda prevê ao menos duas partidas de temporada regular no Maracanã, e a postura unânime de jogadores e treinadores facilita a continuidade do calendário no Rio. Ao mesmo tempo, as observações sobre aderência e acabamento deixam claro que há margem para aprimoramentos antes dos próximos jogos; a experiência brasileira segue sendo construída partida a partida.