O gramado do Maracanã passou por intervenções esta semana depois de reclamações de jogadores e da administração do consórcio que gere o estádio. As obras se concentraram na região do gol norte, apontada como mais afetada pelo desgaste, e foram realizadas durante a pausa na programação de partidas.

A manutenção começou após o último jogo disputado no estádio, entre Fluminense e Remo, e foi planejada também para atender exigências da NFL, que levará uma partida internacional ao Rio no próximo mês. Segundo a administração, há nova rodada de recuperação programada para setembro, parte da rotina de preservação do piso diante da intensa agenda.

Jogadores do Flamengo haviam sinalizado incômodo com o estado do campo. O zagueiro Léo Pereira criticou as condições, afirmando que o piso prejudica o estilo de jogo do time e pode provocar finalizações erradas nas ações ofensivas. A reclamação reforçou a necessidade de intervenções técnicas mais pontuais.

A programação de recuperação técnica provocou ainda impacto na agenda de clubes: Flamengo e Fluminense negaram o pedido do Vasco para transferir um jogo ao Maracanã, alegando que o período estava reservado para a recuperação do gramado. O episódio expõe a tensão entre demanda por uso do estádio e a necessidade de preservar o campo em véspera de clássicos e de um evento internacional.