O estádio de Nova York/Nova Jersey, que receberá a final da Copa do Mundo, virou alvo de queixas de atletas após as primeiras partidas no local. As reclamações começaram no duelo em que o Brasil atuou na noite de sábado e se repetiram em França x Senegal. Jogadores e comissão francesa classificaram a superfície como mais dura e parecida com sintética, observando lâminas curtas e sensação rígida ao toque.

No caso brasileiro, as críticas se concentraram na irrigação. Sob forte calor, o gramado teria ficado rapidamente seco ao longo do jogo, prejudicando o domínio e a precisão dos passes. Para atletas acostumados a mover a bola com velocidade, a perda de controle em alguns toques virou elemento concreto de atrito técnico na partida.

A Fifa divulgou detalhes operacionais: o cronograma de irrigação prevê molhar o campo seis, três e uma hora antes de cada partida, com regas adicionais durante as pausas para hidratação quando necessário. A troca de gramados sintéticos por natural em metade das arenas da competição, entre elas a de Nova York/Nova Jersey, foi feita com apoio da Universidade do Tennessee. A substituição no estádio da final ocorreu há cerca de dois meses.

Até agora a entidade não informou se promoverá novas intervenções no campo em resposta às reclamações. No plano prático, a situação impõe a jogadores e equipes a necessidade de adaptação imediata e levanta questões sobre a capacidade de gestão de superfícies em condições extremas de calor, sobretudo quando o calendário de partidas é apertado.

Além do impacto técnico em jogos de posse e construção, as observações públicas de jogadores e do treinador francês expõem um custo de imagem e logística para a organização do evento. Com outras partidas programadas no local, a janela para ajustes é curta e a Fifa terá que decidir entre intervenções pontuais ou manter a programação sem alterações.